Eu tinha 22 anos quando percebi o que estava fazendo. E continuei fazendo por muito tempo depois.
Nesse episódio eu conto uma história que eu adiei contar por anos — sobre um turno de madrugada, uma sala azul, e o momento em que eu entendi que tinha me feito de vítima a vida inteira.
E a partir dela eu falo sobre ganho secundário: um conceito antigo da medicina e da psicanálise que quase ninguém usa direito. Sobre a diferença entre o que um sintoma resolve por dentro e o que ele passa a render por fora. E sobre por que largar um padrão é tão difícil quando o padrão está pagando alguma coisa.
Ninguém repete de graça um comportamento que não funciona.
Também falo sobre a distinção que eu considero a mais importante desse episódio: ter sido vítima e ocupar o papel de vítima são duas coisas diferentes. Uma é passado. A outra é presente.
Não é sobre culpar ninguém. É sobre entender o mecanismo.
📷 A foto tirada naquele dia está no texto completo, no Substack. O link está aqui embaixo.
⚠️ Se você está em uma situação em que alguém está te machucando agora, esse episódio não é para você hoje. Ganho secundário se olha depois que você está em segurança — nunca durante.
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